LE SYMBOLISME DANS LA MYTHOLOGIE GRECQUE — PAUL DIEL E O CONTEÚDO PSICOLÓGICO DO MITO LE SYMBOLISME DANS LA MYTHOLOGIE GRECQUE — PAUL DIEL AND THE PSYCHOLOGICAL CONTENT OF MYTH

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Sérgio Carlos da Silva Meneses

Abstract

RESUMO: Este artigo desenvolve uma análise aprofundada da interpretação psicológica do mito proposta por Paul Diel, especialmente a partir de Le Symbolisme dans la mythologie grecque (1952), situando-a no contexto mais amplo das ciências psicológicas e das teorias modernas do simbolismo. Examina-se o funcionamento intrapsíquico descrito por Diel — introspecção-interpretação, recalque, culpabilidade, espiritualização — e discute-se o papel do mito como forma figurativa de cálculo psicológico coletivo, em diálogo com Freud, Jung, Eliade, Cassirer e Voegelin. A segunda parte do artigo explora a relação entre mito, desejo e formação da consciência moral, enfatizando a tensão entre a harmonia dos desejos e a exaltação do intelecto. Por fim, apresenta-se uma leitura expandida do mito de Teseu e o Minotauro, analisado como dramatização simbólica do conflito entre sabedoria, desejo desviado, mentira interior e redenção pelo amor. A interpretação dieliana mostra que o mito é um arquivo permanente da experiência psíquica humana — experiência cuja estrutura permanece atual. Palavras-chave: Paul Diel; mito; psicologia; simbolismo; desejo; Teseu; Minotauro.


 


ABSTRACT: This article offers an expanded analysis of Paul Diel’s psychological interpretation of myth as developed in Le Symbolisme dans la mythologie grecque (1952). It situates Diel’s approach within broader developments in modern psychology and symbolic theory, including Freud, Jung, Eliade, Cassirer, and Voegelin. The study examines Diel’s account of intrapsychic functioning—self-observation, repression, guilt, and spiritualization—and his claim that myth constitutes a figurative form of collective psychological calculus. It further explores the role of desire, the harmonization of impulses, and the conflict between spiritual lucidity and intellectual exaltation. The final section offers an expanded symbolic reading of the myth of Theseus and the Minotaur, understood as a narrative embodiment of the struggle between wisdom, distorted desire, inner falsehood, and redemption through love. Diel’s framework reveals myth as a permanent repository of human psychic experience, whose structures remain psychologically relevant. Keywords: Paul Diel; myth; psychology; symbolism; desire; Theseus; Minotaur.

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